segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Segunda Democrática com EDUARDO Taddeo (Ex-Facção Central) - 16/09/2019

Segunda Democrática com Eduardo Taddeo (Ex-Facção Central) - 16/09/2019

Coletivos culturais do Barreiro e região realizam uma edição do “Segunda Democrática”, evento criado pelo vereador Arnaldo Godoy para discutir política, democracia, arte e cultura no ambiente informal dos espaços públicos e dos bares.
O debate sobre o genocídio da juventude negra e precariedade de políticas de cultura para a periferia será conduzido por Carlos Eduardo Taddeo, o “Eduardo”, cantor, escritor, ativista, palestrante e compositor, conhecido como um dos melhores rappers do Brasil, e o vereador Arnaldo Godoy, presidente da comissão na Câmara Municipal para estudar o homicídios de jovens negros e pobres de BH, que produziu um relatório impactante em 2018.

Entre as falas dos convidados e as perguntas de participantes, intervenções do DJ Preto X, Doc Naipe, DW, Piê, João Paiva, Abelha e João Vitor. A “Segunda democrática” será no Viaduto das Artes (Av. Olinto Meireles, 45 – Barreiro), 16 de setembro, a partir das 19h.

Eduardo é um dos fundadores e líderes do grupo Facção Central, de São Paulo/SP, que deixou em 2013 para atuar em carreira-solo. Faz palestras em todo o país e mantém contato periódico com adolescentes da Fundação Casa defendendo a educação como alternativa para os jovens negros e pobres da periferia, visão presente no seu livro “A Guerra Não Declarada na Visão de Um Favelado”, publicado em duas partes, em 2012 e 2016.

Sobre seu projeto, Arnaldo Godoy explica que se inspirou em diversas iniciativas semelhantes, surgidas em bares por toda a cidade, na época do impeachment Dilma. “São eventos consolidados, que revelam que a população, mais do que nunca, está atenta a movimentos na política que visam tão-somente a retirada de direitos historicamente conquistados e, por extensão, uma ameaça à democracia”, disse.
Sobre o tema da edição no Barreiro, ele destaca que duas questões que precisam ser encaradas para diminuir o genocídio da juventude negra e pobre: expandir o ensino de tempo integral, para melhorar as oportunidades desses adolescentes e jovens e legalizar todas as drogas, pois o tráfico é o maior causador da violência. “Não adianta jogar esses problemas para debaixo do tapete. Uma geração inteira de brasileiros está morrendo, por conta de racismo, hipocrisia e ignorância”, pontuou.


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